Saiba agora, como fazer o descarte de óleo de forma correta!

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Saiba agora, como fazer o descarte de óleo de forma correta!

Muitos consumidores e empresas, hoje em dia, já estão mais conscientes em relação ao impacto que o consumo em excesso e seus negócios causam ao meio ambiente. Essa preocupação com a sustentabilidade inclui, sobretudo, a destinação correta de resíduos que prejudicam a natureza e a sociedade, como é o caso do descarte de óleo.

Boa parte da população ainda não sabe o que fazer com o óleo usado, seja do carro, seja da cozinha, e acaba descartando-o de forma inadequada, despejando o óleo usado na pia, no ralo, no bueiro ou até no vaso sanitário.

Essa atitude provoca diversos impactos ambientais e sociais. Impermeabilização do solo, poluição dos lençóis freáticos, contaminação do solo, entupimento da rede de esgoto e proliferação de animais transmissores de doenças são alguns dos principais exemplos.

Quer saber quais são os impactos negativos do descarte incorreto de óleos, gorduras e azeites em geral? Continue a leitura do artigo e veja a importância de buscar o descarte correto e o modo de fazê-lo.

Os tipos de óleo

Primeiramente, vamos entender algumas diferenciações e informações básicas. De modo geral, os óleos são constituídos de substâncias insolúveis em água, em sua maioria compostos orgânicos que pertencem ao grupo dos lipídios.

Os óleos costumam ser classificados em mineraissintéticosvegetais e gordura animal, e cada um deles tem subcategorias específicas para cada tipo de uso. São utilizados para cozinhar (óleo vegetal, azeite e gorduras), em oficinas (óleos lubrificantes), na produção de diversos produtos, entre outros.

Os óleos e as gorduras são triglicerídeos formados pela união de três moléculas de ácidos graxos e uma molécula de glicerol. Quimicamente falando, eles se diferem pelos seus radicais, sendo o primeiro insaturado (tem ligação dupla entre carbonos) e o segundo saturado (tem apenas ligações simples entre os carbonos).

Os óleos de cozinha mais utilizados são os óleos virgens e extravirgens (azeites), óleos vegetais (soja, milho, girassol, linhaça, canola) e gordura animal (manteiga e banha de porco) — que se diferem pelos processos de extração e purificação dos óleos vegetais.

Os 3 pontos de atenção para descarte de óleo

Todos os tipos de óleos apresentados anteriormente não podem ter como destino pias, bueiros, sanitários ou ralos, porque quando descartados inadequadamente, provocam grandes impactos ambientais e sociais. A seguir, conheça alguns pontos importantes sobre o assunto.

Impactos no solo

Na terra, o resíduo causa a impermeabilização do solo, impedindo a infiltração da água. Isso destrói a vegetação e colabora para o aumento de enchentes. Além disso, ao passar pelo processo de decomposição, gera formação de gás metano, que causa mau cheiro e é um dos gases do aquecimento global.

Impactos na rede de esgoto

Ao ser descartado em pias ou vasos sanitários, o óleo acaba se solidificando nas tubulações, causando entupimentos e extravasamentos de esgoto tanto nas vias públicas quanto dentro das residências.

Impactos nos mananciais de água

Já em situações em que não existe um sistema de tratamento de esgoto, o óleo se espalha pela superfície dos rios e represas, aumentando o processo de eutrofização — redução de oxigênio nos corpos d’água devido ao acúmulo de matéria orgânica presente. Isso acaba contaminando a água e prejudicando a vida de espécies que habitam nesses locais.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleo (Abiove)um litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água, já que suas substâncias não se dissolvem na água. Cabe ressaltar que a Lei de Crimes Ambientais especifica que o lançamento de resíduos, óleo ou substâncias oleosas no esgoto pode gerar sanções.

As 5 formas corretas para fazer o descarte do óleo

Além da conscientização, a reciclagem como prática sustentável deve ser o principal procedimento utilizado. Além disso, algumas medidas são empregadas para a destinação adequada do produto. Confira!

Filtre o óleo depois de usá-lo

Ao utilizar o óleo para frituras, é necessário filtrá-lo assim que ele esfriar — sobretudo se for em frituras que deixam restos de comida.

Armazenar em garrafas PETs

Após utilizar o óleo de fritura, resfriá-lo e filtrá-lo, armazene-o em uma garrafa PET. Essa atitude reduz os riscos de entupimento de tubulações e conserva o óleo para que ele seja encaminhado para reciclagem. Existem muitas empresas e ONGs especializadas nesse tipo de coleta seletiva, que utilizam o resíduo para produção de biodiesel, tintas a óleo, entre outros produtos. Procure um ponto de entrega voluntário próximo à sua residência.

Realize o descarte correto

Junte o máximo de óleo que conseguir e coloque-o em um recipiente com tampa — uma garrafa PET, por exemplo. Procure o ponto de coleta mais próximo, caso contrário, coloque a garrafa junto do lixo para ser coletado. Assim, os riscos de contaminação dos solos e dos recursos hídricos são reduzidos.

Recicle o óleo

Uma das grandes utilidades do óleo usado é a reutilização para fazer biodiesel, lubrificantes, entre outros produtos. Sem dúvidas, a reciclagem no Brasil é algo que deve ser incentivado constantemente, e esse é o melhor destino dado para o óleo após o seu uso.

Logística reversa

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), mediante diversas resoluções, determina que empresas (como oficinas) recolham e destinem corretamente óleos e demais produtos químicos que possam causar danos ao meio ambiente. Esses agentes recolhem o produto utilizado para que ele não passe pelo processo de “rerrefino”.

Assim, fique de olho na hora de trocar o óleo do carro. Procure sempre oficinas confiáveis e questione sobre o destino que darão ao produto usado no momento da troca.

Uma das formas mais simples e efetivas de colaborar com a preservação dos nossos ecossistemas é se atentando às formas corretas de descarte de óleo. Além de evitar entupimento das redes de esgoto, o processo adequado permite a reciclagem do resíduo e a produção de bens de consumo que geram renda e ajudam a movimentar a economia.

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